A HISTÓRIA

O Comendador
Antônio Bastos

Há homens que o mundo conhece pelos seus feitos. E há homens que o mundo nunca conhecerá, porque seus feitos foram feitos para poucos.

Comendador Antônio Bastos é um desses. Um homem que construiu um império silencioso. Que viajou o mundo não para ser visto, mas para ver. Que provou os melhores vinhos de Bordeaux, os whiskies mais raros das Highlands, os runs centenários do Caribe. Não por vaidade, mas por uma curiosidade insaciável, quase científica, pelo que o tempo faz com as coisas.

Reservado, quase misterioso. Nunca aparece de forma extravagante. Suas jornadas pelo mundo o forjaram. Amou mulheres às dezenas, mas não deixa rastros. Um homem que hoje, próximo aos 60 anos, está mais bem afeiçoado do que nunca, como se o tempo o fizera melhor ainda — como nas melhores bebidas.

Fuma charuto, ouve blues, jazz, Buena Vista Social Club. Elegante, mas não mimado pela vida. Homem de fibra, trabalhador, que fundou no labor seu império. A cachaça é como se fosse sua biografia engarrafada.

Aos 58 anos, com as têmporas grisalhas e as mãos marcadas pelo trabalho, ele encontrou algo que nenhum mapa indicava: uma variedade de cana-de-açúcar selvagem, crescendo entre o Cerrado e o Pantanal, no coração esquecido do Brasil. Uma cana que ninguém plantou. Que a terra, sozinha, decidiu criar.

Ele não precisava produzir cachaça. Não precisava provar nada a ninguém. Mas a raridade da descoberta o chamou. E o Comendador, como sempre fez na vida, respondeu.

YVYKUA não é uma marca. É a biografia de um homem, engarrafada.

O Terroir

Entre o Cerrado e o Pantanal, onde o solo vermelho encontra as águas cristalinas, existe um microclima que a ciência ainda não catalogou. É ali, no coração do Brasil, que a cana selvagem encontrada pelo Comendador absorve minerais únicos, desenvolvendo um perfil de açúcares que nenhuma outra região do mundo pode replicar.

Mato Grosso do Sul, Brasil

YVYKUA · Para quem entende o tempo.